sábado, 15 de junho de 2013
Loucuras à parte...
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O quanto seria louco ser você mesmo?
Quanto vale a sanidade, sem qualquer momento de surto, de euforia?
Por que queremos tanto ser iguais?
Somos únicos, e cada um de nós tem seu próprio mundo. O normal, seria não compartilhá-lo, pois a sanidade/sociedade nos pede que sejamos serenos, que temos regras a seguir, horários a cumprir, família para criar e cuidar, trabalho para sustentar... e assim vai.
E aquele mundo paralelo que temos?! Aquele em que vivemos quando temos um tempo em meio a correria (rotina) do dia a dia, quando esquecemos um pouco disso tudo e olhamos uma lua cheia, gritando no céu. Esse mundo que pensamos em um dia vivermos, em nos sentirmos livres, podendo sim questionar e dizer o que sentimos. Todos os sentimentos podem ser vividos sem medo nesse mundo, o ódio, a vergonha, o desejo, o prazer, o amor...
Terminei hoje de ler um livro de Paulo Coelho, "Verônica Decide Morrer". Fala sobre uma mulher, Verônica, que assim como o nome... decidiu que nada mais aqui, fazia sentido... e decidiu que queria morrer. E assim foi, tentara tirar sua vida com remédios, porém não obteve sucesso... o que ganhou?! Acabou em um sanatório, e ao acordar após duas semanas, descobriu que com o ato, havia conseguido uma sequela no seu coração, que a qualquer minuto, iria parar!
Ela só descobriu realmente que a vida fazia sentido, quando ficou frente a frente com os "loucos". Permitiu-se sentir tudo o que queria e sempre guardou... disse o que segurara ha anos, fez coisas que pra nós, aqui fora, seria absurdo, loucura!
Eles sim sabiam viver, não tem medo de dizer o que pensam, ou vergonha de ser quem são, acham loucura ser normal como quem está fora dos muros do hospício, pois viver todos os dias as mesmas coisas, com os mesmos horários fielmente controlados, baixar a cabeça para o que não quer de verdade, sentir-se triste, desmotivado, e ainda assim... continuamos fazendo as mesmas coisas! ...Enfim, essas coisas que fazemos diariamente. Que isso sim era a loucura!
Bom, onde eu quero chegar...
Verônica só percebeu que a vida valia a pena, quando sua vida estava já por um fio... e não teria tempo, mesmo se quisesse... de viver mais nada daquilo que sempre esteve ali, mas que ela nunca enxergou!
Temos que pensar que hoje, pode ser o último dia...(É um pouco clichê, mas a pura verdade) Verônica foi avisada de seu tempo limite, sabia exatamente quando iria morrer. Nós não temos esse aviso, mas pode ser daqui a um dia... ou algumas horas... mesmo que alguns anos. A vida é agora, a loucura é normal, viva o que sente, o que te faz feliz.
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S2
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